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Hedda Gabler

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Hedda Gabler

Teatro Adulto
28 até 25/08 - Dom. 18h00, Sex. 20h00, Sáb. 20h00
Auditório do MASP

Av. Paulista, 1578 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01310-200, Brasil

Classificação: 14 anos - Duração: 110 Min

Ingressos de R$ 80,00 por 40,00 + Taxa de Serviço
*Os valores podem sofrer alteração de preço qualquer momento sem aviso prévio. Verifique as informações sobre os tipos de ingressos no final da página em Mais Informações.

Pague em até 6x (Parcela mínima de R$20,00) no Cartão de Crédito ou à vista via PIX ou Boleto*.

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DESCRIÇÃO DO EVENTO:

A tragicomédia foi escrita em 1890 e traz uma das personagens femininas mais enigmáticas e desconcertantes do autor. Hedda encarna o profundo mal-estar existencial da mulher do final do século XIX e de sua busca por um lugar dentro da opressiva sociedade patriarcal. A montagem contará com trilha sonora ao vivo de Greg Slivar e é a terceira incursão de Clara Carvalho em Ibsen pelos palcos, a primeira como diretora.

O dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) foi criador de uma galeria marcante de personagens femininas que exprimiam o profundo mal-estar e a opressão das mulheres na sociedade de seu tempo. Hedda Gabler absorve toda essa atmosfera e estreia no dia 28 de junho, sexta-feira, às 20h, no Auditório do MASP. A montagem é idealizada pela pesquisadora Rosalie Rahal Haddad e realizada pelo Círculo de Atores e SM Arte Cultura. 

A tradução e direção é de Clara Carvalho, que ganhou o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) por seu trabalho em 2023 como atriz, tradutora e diretora no teatro. O elenco é formado por Karen Coelho, Guilherme Gorski, Carlos de Niggro, Chris Couto, Nábia Villela, Mariana Leme e Sergio Mastropasqua.

A tragicomédia foi escrita em 1890 e conta a história da enigmática, voluntariosa e fascinante Hedda Gabler, que na volta de sua lua-de-mel, descobre que não vai suportar viver o que considera uma vida medíocre junto a seu marido, Jorge Tesman.

De acordo com Clara, a personagem interpretada por Karen Coelho não consegue descobrir sua vocação e não exerce uma profissão que lhe dê alguma autonomia econômica.  Dotada de um sarcasmo impiedoso, ela tenta desastradamente manipular o jogo patriarcal, mas diante de uma vida sem nenhum prazer, se vê encurralada.
“Filha única de um militar que lhe deixou de herança apenas um piano, um quadro, duas pistolas e a arrogância, Hedda casa-se sem amor com um homem que não admira e cria para si mesma uma armadilha sem saída. Ela é convencional demais para bater a porta e sair do casamento (como Nora, de Casa de Bonecas) ou aceitar o triângulo amoroso proposto pelo Juiz Brack, por considerar o adultério uma condição vulgar; mas também é inquieta: rejeita sua gravidez e não suporta a vida conjugal com um homem que considera medíocre”, ressalta.

A peça se passa em Cristiânia (atualmente Oslo, capital da Noruega) no final do século 19, todavia ganha contornos contemporâneos por meio de cenário de Chris Aizner e figurinos de Marichilene Artisevskis. A cenografia conta com um ambiente despojado com a fachada de uma casa burguesa da época, cercada por um jardim. Todos os atores ficam em cena com poucos elementos cênicos. A trilha sonora, de Gregory Slivar, é executada ao vivo com instrumentos como piano, teclado, violoncelo, entre outros. Inclusive, a atriz Nábia Villela utiliza o canto em cena. Para a tradução, foram utilizadas uma versão em inglês de William Archer, e uma em francês do Conde Prozor. E algumas notas e dúvidas da dramaturgia também foram pesquisadas no norueguês.

O projeto dá sequência às montagens de A Profissão da Sra. Warren (2018) e de O Dilema do Médico (2023), ambas de Bernard Shaw, dramaturgo irlandês que foi quem, juntamente com o dramaturgo e crítico William Archer, publicou e introduziu a obra de Ibsen na Inglaterra. Rosalie Rahal Haddad, Clara Carvalho, Círculo de Atores e SM Arte Cultura mantém a parceria que foi frutífera nas produções anteriores.  Nestes espetáculos, uma das constantes foi a presença de figuras femininas marcantes, característica também presente no texto do dramaturgo norueguês.

IBSEN, MODERNIDADE AS FIGURAS FEMININAS
Essa é a terceira incursão de Clara Carvalho em Ibsen pelos palcos, a primeira como diretora. Suas experiências anteriores foram como atriz em Espectros (2011) com direção de Francisco Medeiros; e Um Inimigo do Povo (2022), de José Fernando Peixoto de Azevedo. 

“Ibsen foi o fundador do drama moderno. Foi ele quem estabeleceu a peça realista em prosa e fez do teatro um fórum de debates de assuntos polêmicos como a condição da mulher na sociedade, a corrupção, reformas políticas e a eutanásia. Ele expandiu os limites da “peça bem-feita” da tradição francesa, rompeu com clichês do melodrama e das tramas de simples entretenimento. Ele se dizia mais um arquiteto do que um dramaturgo, porque suas peças apresentavam e explodiam a casa burguesa da segunda metade do século 19; seus títulos recorrentemente remetiam a construções: Os Pilares da Sociedade, Casa de Bonecas, Solness, o Construtor, Rosmersholm, apresentam construções aparentemente sólidas que vão sendo, ato a ato, demolidas”, enfatiza a diretora. 

Hedda Gabler é uma das personagens emblemáticas do autor. Figuras como Nora Helmer (Casa de Bonecas), Rebeca West (Rosmersholm), Hilda Wangel (Solness, o Construtor) , Ellida Wangel (A Dama do Mar) e Thea Elvsted (Hedda Gabler), por exemplo, têm a coragem de romper amarras. Mas, dentre todas elas, Hedda Gabler talvez seja a mais enigmática e desconcertante. 

“A Hedda está emparedada e encarna a profunda solidão feminina. Ela é uma mistura de Iago, personagem de Otelo de Shakespeare, na maldade e manipulação; e de Cleópatra, pois ela ama a beleza e o espetáculo, ela não quer a vida medíocre. O próprio Sigmund Freud, que era um profundo admirador de Ibsen, se inspirou em algumas das personagens femininas do dramaturgo que mergulhou no inconsciente feminino, para escrever estudos sobre o desejo e a frustração.  Aquela Noruega provinciana foi um dos primeiros países a adotar o sufrágio feminino, em 1913, e vai se tornar um local pioneiro em conquistas sociais. Ibsen estava dialogando com todo esse universo”, finaliza Clara.

Ficha Técnica:
Texto: Henrik Ibsen. Tradução e Direção: Clara Carvalho. Idealização: Rosalie Rahal Haddad. Assistentes de Direção: Mariana Muniz e Thiago Ledier.  Elenco: Karen Coelho, Guilherme Gorski, Carlos de Niggro, Chris Couto, Nábia Villela, Mariana Leme e Sergio Mastropasqua. Trilha Original ao Vivo: Gregory Slivar. Cenários: Chris Aizner. Figurinos: Marichilene Artisevskis. Costureira: Judite Lima. Camareira: Elisa Galdino. Cenotecnia: Alicio Silva. Produção De Objetos: Jorge Luiz Alves. Luz: Nicolas Caratori. Operação de Luz: Luisa Silva. Preparação Vocal: Babaya Morais. Direção Técnica e Operação de Som: Valdilho Oliveira. Fotografia: Ronaldo Gutierrez. Visagismo: Marcos Padilha. Design Gráfico: Rafael Oliveira. Produção: SM Arte e Cultura. Direção De Produção: Selene Marinho. Coordenação de Produção: Sergio Mastropasqua. Produção Executiva: André Roman/Teatro de Jardim. Direção de Palco: Henrique Pina. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Gerenciamento de Mídias Sociais: Sergio Mastropasqua, Selene Marinho e Luisa Silva. Realização: Círculo de Atores.

Regras de ingressos:
- Inteira: pode ser comprado por qualquer pessoa.
- Meia entrada: Estudantes: Ensino Fundamental, Ensino Médio, Graduação e Pós-graduação (apresentar carteirinha de estudante dentro da validade + RG.). Aposentados (apresentar carta de concessão) Pessoas acima de 60 anos (apresentar RG), Professores Rede Pública (apresentar holerite do mês vigente e RG). Portador de Necessidades Especiais e seu acompanhante. Obs: Crianças a partir de 24 meses = 2 anos já pagam ingressos e poderá ser exigida identificação
- Promocional: pode ser comprado por qualquer pessoa. Meia entrada não se aplica a preços promocionais (Art. 1º Lei 12.933, de 26/112013).



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