Teatro - Comédia
16 de Novembro | Quinta às 21h00 | Duração: 90 min
TEATRO GAZETA
Av. Paulista, 900 - Térreo - Próximo ao Metro Trianon - São Paulo - SP
Classificação: 12 anos
INTEIRA - R$ 60,00 + R$ 9,00 de taxa de serviço
Pode ser comprado por qualquer pessoa.
MEIA - R$ 30,00 + R$ 9,00 de taxa de serviço
Estudantes: Ensino Fundamental, Ensino Médio, Graduação e Pós-Graduação (apresentar boleto original do mês, caso a carteirinha de estudante não tenha validade vigente), aposentados, pessoas acima de 60 anos, professores da rede pública.

Com: Adriana Lessa, Cacau Melo e Maximiliana Reis

Comemorando 16 anos de sucesso absoluto de crítica e público, a comédia Os Monólogos da Vagina voltará em cartaz em São Paulo no Teatro Gazeta a partir de 13 de janeiro de 2017.

Os Monólogos da Vagina são depoimentos que Eve Ensler colheu pela vida afora como quem colhe flores, sem se importar com cor, forma ou perfume, apresentando esse arranjo múltiplo, ora como jornalista, ora como dramaturga, arrancando as mordaças das mulheres que habitam nosso planeta.

De início, a proposta de mergulhar neste universo e resgatar a liberdade e dignidade da expressão feminina me encantou, porque gosto de mulheres e sua interiorização, de sua vida secreta, de suas formas que sangram e se dilatam e nutrem toda a vida. Esta peça é um resgate, um afago e um carinho para todas as mulheres e homens que se respeitam e tentam trilhar os difíceis caminhos de um grupo social injusto e desumano.

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RELEASE COMPLETO

Produzido em mais de 150 países e traduzido para mais de 50 idiomas o espetáculo tornou-se fenômeno mundial. Depoimentos verídicos de mais de 200 mulheres colhidos pela autora em todo o mundo abordam de maneira extremamente bem humorada, direta e livre de preconceitos uma reflexão sobre a relação da mulher com sua própria sexualidade.

A estreia brasileira desse fenômeno teatral aconteceu em 07 de abril de 2000, no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, com incrível sucesso de público e crítica. A genialidade de Miguel Falabella na adaptação e direção do texto o tornou o primeiro diretor no mundo a escalar três atrizes para, ao mesmo tempo, encenarem as narrativas das entrevistas originais colhidas por Eve Ensler. Essa concepção, a pedido da própria autora que esteve presente na estreia brasileira, foi adotada mundialmente em todas as produções e assim permanece até hoje.

Com ingressos esgotados em todas as apresentações, o espetáculo transformou-se em
fenômeno de público e crítica no BRASIL, ganhando 5 prêmios Qualidade Brasil: Melhor
Espetáculo (Rio e SP), Melhor Direção (Rio e SP) e Melhor Atriz (Zezé Polessa).

Atrizes consagradas, como Zezé Polessa, Cláudia Rodrigues, Cissa Guimarães, Fafy Siqueira, Totia Meirelles, Bia Nunes, Lucia Veríssimo, Tânia Alves, Elizângela, Mara Manzan, Maximiliana Reis, Chris Couto e Claudia Alencar, dentre outras, se orgulham de um dia ter tido a oportunidade de encenar, com muito carinho e respeito, os depoimentos reais de todas as mulheres que tornaram essa obra possível. No elenco atual Adriana Lessa, Cacau Melo e Maximiliana Reis. Todas já participaram do elenco do espetáculo, juntas ou separadamente em outras formações.

Muito mais que um espetáculo teatral, Os Monólogos da Vagina tornou-se um Movimento
Mundial. Segundo Charles Isherwood, do The New York Times, “provavelmente a mais
importante obra de teatro político da última década”.

Mas como surgiu este fenômeno?

A autora Eve Ensler escreveu o primeiro rascunho dos Monólogos em 1996, após entrevistar
mais de 200 mulheres de vários países sobre sexo, relacionamentos, violência doméstica,
estupro, etc. Essas entrevistas se transformaram numa enorme fonte de pesquisa e informações.

Em uma entrevista para o site www.women.com, Eve declarou que sua fascinação por vaginas começou a “crescer numa sociedade violenta”. “O fortalecimento das mulheres na sociedade está diretamente ligado à sua sexualidade”. Ela disse também: “Eu fico indignada com o fato de mulheres serem violentadas e estupradas e com incesto. Todas estas coisas estão profundamente ligadas às nossas vaginas.”

Eve escreveu o texto para “celebrar a vagina”, mas o propósito do espetáculo transformou-se de uma simples performance comemorativa sobre vaginas e feminilidade em um enorme
movimento mundial para acabar com a violência contra as mulheres. A primeira temporada do espetáculo foi no teatro HERE Arts Center em Nova Iorque, e o que era para ter sido uma curtíssima temporada transformou-se rapidamente em um fenômeno ganhando extraordinária visibilidade através de uma enorme campanha popular e mídia espontânea. O
espetáculo, desde então, tornou-se fenômeno mundial, sendo inclusive apresentado em países Islâmicos, considerados muito fechados para tal contexto, incluindo Egito, Indonésia,
Bangladesh, Malásia e Paquistão.

O texto ganhou em Nova Iorque o prêmio “Obie Award”, na categoria Melhor Espetáculo Inédito, e em apresentações beneficentes já teve em seu cast estrelas hollywoodianas, como Jane Fonda, Susan Sarandon, Glenn Close, Melissa Etheridge, Whoopi Goldberg e até Oprah Winfrey.

Por MIGUEL FALABELLA

Concepção Original e Adaptação

Os Monólogos da Vagina são depoimentos que Eve Ensler colheu pela vida afora como quem colhe flores, sem se importar com cor, forma ou perfume, apresentando esse arranjo múltiplo, ora como jornalista, ora como dramaturga, arrancando as mordaças das mulheres que habitam nosso planeta.

De início, a proposta de mergulhar neste universo e resgatar a liberdade e dignidade da expressão feminina me encantou, porque gosto de mulheres e sua interiorização, de sua vida
secreta, de suas formas que sangram e se dilatam e nutrem toda a vida. Esta peça é um resgate, um afago e um carinho para todas as mulheres e homens que se respeitam e tentam
trilhar os difíceis caminhos de um grupo social injusto e desumano.

No país das bundas expostas nas bancas de revistas como carnes penduradas ao sol, as vaginas vão falar. Ao público, peço a delicadeza de escutar o seu discurso.

Sobre EVE ENSLER
Autora Escritora e ativista americana é autora da peça Os Monólogos da Vagina, que já
foi traduzida para 50 idiomas e produzida em mais de 150 países. Em 2004, Eve estrelou na Broadway em THE GOOD BODY, também de sua autoria. Em 2006, lançou sua mais importante publicação, o livro INSECURE AT LAST, uma memória política. No mesmo ano, coeditou A MEMORY, A MONOLOGUE, A RANT AND A PRAYER, uma antologia de textos sobre violência contra as mulheres. Lançou I AM AN EMOTIONAL CREATURE: THE SECRET LIFE OF GIRLS AROUND THE WORLD, em fevereiro de 2010, entrou para a lista de best sellers do The New York Times. Dentre as peças de Eve estão: THE TREATMENT, NECESSARY TARGETS, CONVICTION, LEMONADE, THE DEPOT, FLOATING RHODA AND THE GLUE MAN and EXTRAORDINARY MEASURES.

Eve escreveu inúmeros artigos para Glamour Magazine, The Guardian, Marie Claire, Huffington Post, Washington Post, Utne Reader, e assina regularmente uma coluna na O Magazine, de Oprah Winfrey.

Dentre as várias conquistas, destacam-se um prêmio da Fundação Guggenheim e um “Obie
Award”, um dos mais importantes prêmios de teatro de Nova Iorque. Em novembro de 2009, Eve foi eleita uma das “Melhores Líderes” pela US News & World Report’s, em conjunto com o Centro para Liderança Pública da Harvard Kennedy School, e, em 2010, ela entrou para o ranking das “125 Mulheres Que Mudaram Nosso Mundo”, segundo a Good Housekeeping Magazine.

Inspirada por Os Monólogos da Vagina, Eve criou o “V-DAY”, um movimento feminista global para acabar com a violência contra as mulheres e jovens meninas, incluindo estupro, agressão física, incesto, mutilação genital feminina, exploração sexual, etc. O “V-DAY” existe por uma única razão, a de acabar com a violência contra as mulheres.

MAXIMILIANA REIS Iniciou profissionalmente como atriz em 1983. Trabalhou e excursionou com a Cia.

Arte Livre por 9 países totalizando 320 cidades europeias conquistando 9 Festivais Internacionais. No Brasil obteve 06 premiações com o espetáculo “Draculinha”dentre eles: Melhor Atriz, Direção e espetáculo. Produziu e dirigiu os espetáculos: “Marly Emboaba”, “Draculinha, A Vida Acidentada de um Vampirinho”, “Vote no Draculão na próxima eleição”, “O Patinho Preto”, “Vampiros na Bloodway”, atuou como atriz em “Grease, o Musical". Dirigiu e atuou no Musical: "Planeta Sbrufs". Atuou por 04 anos em "Monólogos da Vagina" com direção de Miguel Falabella. Protagonizou por 04 anos "Querido Mundo" de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa com direção de Rubens Ewald Filho. Dirigiu : "7 é Demais" com texto e atuação de Sônia Ferreira,"Não me acompanhe que eu não sou novela", dirigiu também "Os Saltimbancos" pela Cia. Realce em 2006 e 2014. Viveu Tatiana
Belinky no Musical "Um Punhado de Letras..." (Indicada para o prêmio FEMSA como atriz
protagonista). Em 2013 atuou em "Conexão Marilyn Monroe" com direção de Alexandre
Reinecke. Participou de "8 longa-metragem". Atuou na novela "Maria Esperança", foi COACHING de Cláudia Raia em Salve Jorge, participou da novela "Chiquititas" como Leila -Assistente Social. Está na novela " CÚMPLICES DE UM RESGATE" interpretando Berta.
ADRIANA LESSA Atriz, cantora, apresentadora. Antes de iniciar seus trabalhos como atriz em 1986 com o diretor teatral Antunes Filho, Adriana foi atleta e participava da equipe de voleibol do Sport Club Corinthians Paulista e da equipe de atletismo da cidade de Guarulhos. Apresentou o programa TV Fama ao lado de Nelson Rubens na RedeTV! de 2006 até 2010. Participou, como cantora convidada, de grupos musicais de estilos variados e apresentou-se com sua banda em Angola. Foi a única brasileira a participar do musical Folies Bergère, em Las Vegas, a convite do programa Amaury Jr. Em 2010 assinou contrato com o SBT para atuar na novela Corações Feridos. Em 2012 voltou a atuar na Globo, com o programa Na Moral. Ainda no teatro, foi dirigida por Wolf Maya no musical Cabaret Brazil, por Tânia Nardini no premiado musical internacional Rent e por Roberto Lage na leitura dramática do texto de Plínio Marcos A Mancha Roxa (2000). Atuou na peça Veneza, dirigida por Miguel Falabella, e em O Último Bolero, onde atuou ao lado de Francisco Cuoco.

Na TV, fez sua estréia em Araponga, na TV Globo, dando início a diversos outros trabalhos. Algum tempo depois, Adriana ganhou um papel na minissérie Chiquinha Gonzaga, mas o grande sucesso chegou com Naná, na novela Terra Nostra. Na TV Globo fez também Aquarela do Brasil – finalista do prêmio “EMMY 2001” , O Clone e Senhora do Destino. Na TV Record participou da minissérie O Desafio de Elias e de Alma de Pedra.

Apresentou o programa MTV Brasil na MTV em 1993. "Sessão de Terapia -2ª Temporada", com direção de Selton Mello. Recentemente finalizou gravações da novela ESCRAVA MÃE pela Rede Record.

CACAU MELO começou sua carreira na TV em 2004, no seriado Aprendendo a Empreender (Canal Futura). Em 2005, foi escolhida entre 300 jovens atrizes para participar da novela América (Rede Globo) e no ano seguinte foi convidada para o elenco de Amazônia - de Galvez a Chico Mendes, ambas de Glória Perez. Em 2007, passou pelo SBT, onde viveu na novela Amigas e Rivais sua primeira protagonista.

No ano seguinte, voltou à Rede Globo a convite de Glória Perez e Marcos Schetman para dar vida à jovem sonhadora Deva, personagem amiga e confidente de Maya (Juliana Paes) em Caminho das Índias, atualmente sendo reprisada no Vale a pena ver de novo. No mesmo ano, concluiu o curso de Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO. No teatro, atuou nos espetáculos A.M.I.G.A.S - Associação das Mulheres Interessadas em Gargalhadas, Amor e Sexo, de Cláudia Mello, Gorda - Quanto Pesa o Amor, de Neil Labute - ao lado de Fabiana Karla - e em 2008, integrou a trinca de Os Monólogos da Vagina, com direção e adaptação de Miguel Falabella, peça há 15 anos em cartaz no Brasil. Ela retornou ao espetáculo na nova montagem em 2012, da qual ainda faz parte do elenco. Em 2010, assinou longo contrato com a Record, estreando na minissérie Rei Davi em 2012, além de participar de outras produções da casa. Seu último trabalho na emissora foi o telefilme "Onde está você?", produzido pela Gullane Filmes e exibido pela emissora. Fez participação na série "Não vem que não tem" a ser exibida pelo canal Fox

Produção: TEATRO GAZETA